Filminho da semana: Gonzaga, de pai para filho

Quarta-feira é dia de cinema (odiamos ser obrigados a ficar em frente a TV presos ao futebol). E ontem quase não fomos, mas passou um comercial sobre o filme que estávamos falando há tanto tempo, uns 5 minutos antes da última sessão, que o nego se animou. Corri para vestir uma calça e fui de moletom mesmo, cabelo preso e sem maquiagem. Ainda bem que temos um shopping há poucos metros de casa (quase em frente) e que neste shopping ninguém está interessado se estou bonita ou bem-vestida. Jjá o nego precisa estar no mínimo cheiroso, hehe.

Pagamos 16 pelo ingresso, mas se eu te convencer até o final deste post, prestigie o filme ou qualquer outro nacional por apenas 3 reais nesta próxima segunda, dia 12.

Voltando a minhas impressões sobre o filme, Gonzaga tem o mesmo diretor de 2 filhos de Francisco (Breno Silveira), é uma superprodução de 12 milhões de reais, conta com uma equipe com mais de 2 mil figurantes e 100 personagens principais, os intérpretes de Luis Gonzaga (3 foram escolhidos para retratar cada etapa da vida) são cidadãos comuns que nunca atuaram. Enfim, um longa-metragem no mínimo curioso.

Narra a história do cantor e compositor Gonzaguinha (1945-1991) na busca de entender quem foi seu pai, Luiz Gonzaga (1912-1989), o Rei do Baião. A conclusão que tirei é que Luiz Gonzaga era um homem pobre, chucro, do interior do sertão (cidade de Exu), mas muito apaixonado pela sua mulher e pelo seu povo. Ele achava que estava ajudando seu filho mandando dinheiro para alimentação e os estudos, quando na verdade o deixou em segundo plano (nunca estava presente), se dedicando por 40 anos somente a sua profissão.

Lembrar um pouco das músicas, dos 200 discos que Luiz Gonzaga gravou, foi muito agradável. Resgata muito da nossa cultura nordestina e da felicidade de viver cada momento mesmo na simplicidade. Eu sabia todas de cór e consegui compreender o porquê e o momento histórico quando cada uma delas foi criada. De Gonzaguinha, eles focaram em “Sangrando”, uma música que relata a grande dor do filho que nunca foi reconhecido e não se tornou Doutor como o pai tanto queria.

Minha nota é 8, pois não chega aos pés de 2 filhos de Francisco, com o seu drama, mortes e sofrimento. É mais um filme para cima e ao mesmo tempo que nós faz pensar sobre nossas relações familiares, os erros e acertos.

ImagemImagemImagem

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s