O começo de uma nova vida – Recordando a primeira temporada

Prometi não falar sobre isso (prometi pra mim mesma) até que estivéssemos completamente convencidos que esta é a melhor decisão a se tomar. Meus pais não querem que eu saia falando por aí porque dependendo da opinião do médico pode ser que este projeto não se viabilize (falei bonito).

Mas agora que meu amigo Soltz conseguiu convencer o Doutor Oscar de abrir uma super excessão e me atender no sábado agora, dia 5, estou tão feliz e ao mesmo tempo ansiosa que preciso escrever (minha terapia). 

Bom, é melhor eu começar do começo, né?
Há menos de 1 mês – para ser mais específica dia 8 de outubro – foi aniversário da minha melhor amiga de infância. Eu me diverti tanto, tanto, tanto que fiquei cansada pela próxima semana. 

Estava na minha zona de conforto, cercada pela minha família (lê-se: vovós e madrinha bajuladora), quando percebi que embora eu seja muitoooo feliz não estava me sentindo confortável com meu peso. 

Já estou acostumada a não ser igual as meninas da minha idade – e a invejar na mesma proporção pernas longas e torneadas que tem até carteirinha para usar minissaia – mas o meu problema maior foi ver que isto estava começando a me afetar. 

Como não tenho disposição para quase nada e está cada vez mais sacrificante o ato de subir uma escada, percebi que deveria começar a pensar em tomar uma atitude definitiva, porquê não dizer drástica, para colocar a saúde na frente da vaidade. 

O final de semana delícia acabou e voltei para São Paulo. Mas o monstrinho da atitude já tinha me picado. Passei a semana pesquisando sobre maneiras de emagrecer que eu ainda não havia tentado, pensei que mais um final de ano estava chegando e eu iria tirar férias com mais 20 quilos na balança e isto me fez comer ainda mais. Estava sem forças, me sentindo deprimida, mal mesmo, até que decidi que precisava de ajuda e teria que pedir a quem fosse me ouvir, meu pai.

Escrevi um email gigante falando sobre a cirurgia de redução de estômago como última alternativa a essa minha fome sem fim. (JURO pra você, não sei pra onde vai tanta comida mas sou um saco sem fundo. Minha fome nunca termina. Se tem comida, eu como).

Foi então que meu pai respondeu dizendo para pesquisarmos mais, tudoooo relacionado ao assunto, prós, contras, pessoas que fizeram e o resultado foi bom, aquelas que tiveram complicações, como fica as cicatrizes, os tipos diferentes de tratamento para cada caso, quantos anos pra chegar no peso ideal, quais os sacrificios de só tomar liquido em copinho de café por meses, a opinião da família sobre isso, o risco de alguma complicação durante a cirurgia…

Comecei falando com as amigas que se divergiram nas opiniões. Sei que vão apoiar qualquer que seja minha decisão (quem mandou ser tão querida, hehehe), mas medo é a primeira reação mais natural. Aí tem sempre alguém que já fez, conversa vai, conversa vem, duas pessoas foram fundamentais para tirar minhas dúvidas. Telma de Sacramento e Antônio de Goiânia, que nem me conhecem mas mandaram emails extra GG com incentivos totalmente convincentes. (Vocês foram fofos – vontade de apertar – muito obrigada mesmo). 

Descobri, por exemplo, que a Unimed cobre, mas para isso preciso ter IMC 40. Fiz as contas da minha altura com o meu peso e chegou a 39. Para fazer uma cirurgia de emagrecer vou precisar engordar? (Dúvida que só vou poder tirar com o médico).
Descobri que não é só ir lá e ficar 3 horas numa mesa sendo fatiada, que antes disso preciso passar por várias sessóes em cardiologistas, endocrinologistas, e pscicólogos e somente (entenda isso) só se eles acharem que estou apta, não ficarei doida ou depressiva por ser impedida de fazer o que mais amo nesta vida, aí sim me darão um laudo concentindo a loucura. (Vou ter que mentir?)
E o pior, descobri que precisaria pagar apartamento (minha mãe super prestativa me mudou de plano imediatamente) mas sabe a BOSTA de carência? Pois é, só daqui 6 meses para a maldita Unimed me dar permissão para respirar.

Ligamos para o Doutor (indicado pelos meus amigos médicos) e só tinha vaga para 21 de novembro. Por isso, e para deixar tudo mais real também, resolvi contar aos meus chefes que algumas vezes terei de faltar no trabalho para viajar até Goiânia. Outros que apoiaram no ato. Mas como não gosto de abusar da boa vontade de ninguém e minha ansiedade está tirando várias noites de sono, volto ao começo deste post quando eu disse: conseguimos antecipar a consulta para agora, próximo sábado.

E assim termina, ou começa, o primeiro episódio da história: Uma minissaia de cada cor. Já me antecipando, prometo não pegar a epidemia do É o tchan e embarcar no “tudo que é bonito é para se mostrar”. Sei quantos anos eu tenho. Ah, pra quem não sabe: 30 anos e 5 meses. 

Tenho mesmo que denunciar o peso? Deixa pro próximo episódio.

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