O começo de uma nova vida – Episódio 1 – Segunda temporada

Quanto tempo você leva para conhecer uma pessoa? 7 anos, 17 anos? Para mim, nunca. Conhecer uma pessoa não depende do tempo que você convive com ela, muito menos de quão intimo você é dela. Porque ao contrário do que muita gente acha o ser humano vive em constante mutação. E se a maioria das pessoas nem ao menos se conhece, como aqueles que estão de fora podem acreditar nesta presunção?

Conhecer a si mesmo requer a príncipio um respeito pelo próprio corpo. O que você coloca nele? Qual a comida que escolhe para se alimentar? Quais os sentimentos que você recebe e expele de você? 

Sexta passada fui atendida por um médico (das 23h30 à 1h da madrugada) que pela primeira vez me convenceu que não adianta tratar a consequência se não agir na causa.
Nos últimos 20 anos o que mais tenho feito é me consultado com aqueles que não gastam mais do que 5 minutos do tempo deles, mal te escutam e imprimem uma folha do computador padrão para todos os organismos. A impressão que tenho é que essas pessoas ainda nem sairam da faculdade. Por isso, quando a gente esbarra com um médico que lhe prova com muita pesquisa e ciência que seu corpo é único e você precisa de um tratamento específico para os hormônios que estão em falta, um voto de confiança é o mínimo que posso dar.

Ele me explicou que quando bebo coca-cola minhas células se combinam e acabo perdendo magnésio e cálcio. Qual a única forma de repor o magnésio imediatamente? Comendo chocolate. Taí a explicação do porquê sou viciada em coca e chocolate. (E pela cara que está fazendo, você também é). 

O que ele propõe? Que eu reponha os hormônios bioidênticos com um comprimido, adesivo, creme…como eu preferir. E que quando eu estiver equilibrada, mantenha deixando para trás o hábito de comer: trigo, glúten, aveia, cevada e doce. Você deve estar pensando: – Mas aí não sobrou nada! Por isso mesmo tratei de esclarecer essa dúvida: – Mas Doutor Imar, o que sobrou afinal? Senti que neste momento ele podia perder a paciência, mas não. Respondeu calmamente que ainda tenho arroz, feijão, carnes magras, muita salada e frutas. Só teria que parar com pães, macarrão, bolos, biscoitos, açúcar, iogurte, mc donalds, brigadeiro, requeijão etc. 

Ninguém disse que seria fácil. Ele disse que eu teria que ser gigante. Completou dizendo o que todo mundo já sabe, que só depende de mim. E que eu teria que intensificar os exercícios (traduzindo para quem não anda nem um quarteirão: você vai ter que malhar malandra) e de preferência os maiores músculos, da coxa e dos braços.

Eu já estava convencida quando uma amiga da mamãe foi com o marido lá em casa me conhecer. Ela é fono, ele, personal trainer, mas acima de tudo eles são espirítos de luz com uma voz maravilhosa. Arrepiei. Me fizeram chorar. Todos nós nos emocionamos com este caminho que se abriu diante dos nossos olhos, um caminho de muita fé, perseverança e conquistas em um mundo que ninguém conhece bem o outro, muito menos a si mesmo, mas que ainda existe amor.

 
 
 
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